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Conselho Regional de Biologia - 4a Região

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Estudo mostra restauração em larga escala na Mata Atlântica
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Pela primeira vez um estudo conseguiu estimar qual é o atual estágio da restauração de florestas nativas na Mata Atlântica. 

Segundo o artigo “There is hope for achieving ambitious Atlantic Forest restoration commitments”, publicado no dia 02 de junho na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation, cerca de 740 mil hectares de florestas estavam em recuperação entre 2011 e 2015 no bioma. 

O estudo foi produzido pelo Pacto para a Restauração da Mata Atlântica e é assinado por 24 pesquisadores, de dez instituições diferentes, entre eles dois biólogos da jurisdição do CRBio-04: Mateus Senta, que atua no Ministério do Meio Ambiente, e Thiago Metzker, do Instituto Bem Ambiental e conselheiro do CRBio-04. 

O Pacto para a Restauração da Mata Atlântica é um movimento criado em 2009 por empresas, órgãos do governo, organizações da sociedade civil e centros de pesquisa para estimular a restauração de 15 milhões de hectares de áreas degradadas no bioma até 2050. 

Em 2011, o Pacto se comprometeu com o Desafio de Bonn (Bonn Challenge) com a meta de restaurar 1 milhão de hectares na Mata Atlântica até 2020. Os resultados do estudo mostram que é possível bater essa meta. “Os números trazem a esperança de que metas de restauração ambiciosas possam ser atingidas, trazendo benefícios para a população e ajudando o Brasil a cumprir seus compromissos internacionais”, diz Renato Crouzeilles, líder do estudo e pesquisador do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS). O Brasil se comprometeu com a recuperação de 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 no seu Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa e no Desafio de Bonn.

A restauração de paisagens e florestas é uma atividade crucial para recuperar áreas degradadas do país, protegendo a biodiversidade, nascentes, rios, solo e ampla promoção dos serviços ecossistêmicos. Além disso, a restauração pode mover uma economia da floresta nativa baseada em produtos não-madeireiros, plantação de árvores nativas para madeira, coleta de frutas, castanhas, sementes e extração de princípios ativos para fármacos e essências. 

“O estudo vem a demonstrar a importância de iniciativas multissetoriais para o ganho de escala e abertura de oportunidades socioeconômicas na cadeia produtiva da Restauração florestal”, diz Severino Ribeiro, que foi o coordenador do Pacto para a Restauração da Mata Atlântica durante o desenvolvimento do estudo. 

Ludmila Pugliese, atual coordenadora do Pacto, ressalta: “é vital o engajamento da sociedade na ampliação da escala da restauração, já que essa atividade deve ser vista como um meio de transformação da sociedade. Desta forma é importante cada vez mais ressaltar seu aspecto inclusivo e agregador. Estamos comunicando a resposta positiva de toda sociedade frente a uma dos maiores desafios do século.”

Os números da restauração
Usando o mapeamento de satélite do projeto MapBiomas, o trabalho estima que estavam em processo de recuperação entre 673 e 740 mil hectares de florestas nativas nos anos de 2011 e 2015 na Mata Atlântica. Se essa tendência se mantiver até 2020, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica superará seu compromisso de restauração, atingindo a recuperação de cerca de 1,4 milhão hectares de florestas nativas na Mata Atlântica.

Olhando os números mais de perto, o estudo estima que cerca de 300 mil hectares de florestas foram recuperados por intervenções ativas de um dos mais de 350 membros do Pacto. O restante pode ter sido restaurado por outros atores ou ser resultado de regeneração natural, no entanto, não é possível distinguir a contribuição de cada técnica de restauração.

Para acessar a íntegra do artigo, clique aqui