• Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow
  • Slideshow

Conselho Regional de Biologia - 4a Região

Conselho Regional de Biologia - 4a Região

Principal Comunicação Notícias Responsabilidade socioambiental na hidromorfologia
Responsabilidade socioambiental na hidromorfologia PDF Imprimir E-mail
Seg, 27 de Janeiro de 2020 13:59
Partilhar no FacebookPartilhar no Twitter
Completaram-se 365 dias após o acidente hidrológico em Brumadinho e 4 anos e 3 meses após Mariana. 

Nos últimos dias, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, bem como outras cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo, também passam por momentos de calamidade pública devido ao grande volume hídrico despejado nos rios, que encontram-se assoreados, com leitos alterados, submersos em concreto, asfalto etc.

Nós, do CRBio-04, vimos nos solidarizar com todas as famílias que perderam entes queridos, que estão desalojadas e envolvidas diretamente com todas essas situações hídricas. Deixamos, também, um ponto de reflexão:

Definem-se os elementos hidromorfológicos como os responsáveis pela sustentabilidade do estado/potencial ecológico das massas de água dos rios. Entre esses elementos destacam-se: o regime hidrológico, a continuidade dos rios e as condições morfológicas, elementos alterados ordinariamente pelas ações humanas.

A vulnerabilidade dos solos à poluição e contaminação, desencadeada pelo uso e ocupação inadequados das áreas, compromete a qualidade e a quantidade de água disponível para consumo em razão das características hidrogeológicas da zona do aquífero, bem como do tipo de poluente/contaminante e da velocidade do fluxo (PINTO et al., 2004).

Além disso, a urbanização de bacias interfere nos processos hidrológicos das respectivas áreas em virtude da exaustão dos aquíferos e das fontes poluidoras advindas das práticas domésticas e industriais, sejam por meio de infiltração de efluentes, chorume, fertilizantes, problemas construtivos ou hidráulicos (TUCCI; HESPANHOL; CORDEIRO NETO, 2000). 

O desenvolvimento econômico está intrinsecamente relacionado com os impactos ambientais em bacias urbanas, vide maior impermeabilização do solo decorrente da pavimentação de ruas e edificações em áreas urbanas, concentração de poços e vazões bombeadas, bem como o aumento do desmatamento e compactação do solo, reduzindo a infiltração e respectiva recarga dos aquíferos, aumentando a velocidade e o volume de escoamento superficial, acarretando inundações, processos erosivos e assoreamento das drenagens superficiais (GOIÁS, 2006).

Partindo da premissa que a água é um recurso renovável e limitado, destacando ainda as pressões antrópicas inerentes ao desenvolvimento econômico que comprometem a qualidade e a quantidade hídrica disponível, soluções alternativas de uso da água, bem como a reavaliação dos padrões de comportamento humano, precisam ser abordadas, mediante estudo da topografia local, com levantamento planialtimétrico e informações geológicas da área de interesse, no intuito de identificar camadas permeáveis, impermeáveis, regiões de recarga e descarga, bem como os tipos de aquíferos existentes. Santana et al. (2007) destacam a necessidade em ser efetivado um plano de ação que oriente o uso e manejo de áreas cuja incidência das forças antrópicas têm acarretado esgotamento dos mananciais superficiais de abastecimento e consequente agravamento da explotação de mananciais subterrâneos.

O estudo de Romero et al. (2017) nos transmite a importância de nossa responsabilidade socioambiental com todos esses eventos e acidentes hidrológicos. Como profissionais da área e, principalmente, como cidadãos que devemos ser, independente de nossa atuação profissional.

Sim, existem responsáveis diretos por colocar milhares de vidas humanas, animais, o ambiente e nossos rios sob os riscos, mas, cada um de nós, cidadãos, temos que nos conscientizar dia a dia de nossa responsabilidade e comprometimento com o uso e o desuso das águas.

Solidarize-se com essa causa, seja:

 

RESPONSÁVEL SOCIOAMBIENTAL PELOS NOSSOS RIOS!!!


Referencial

GOIÁS. SECRETARIA DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO. Hidrogeologia do estado de Goiás e Distrito Federal. Goiânia, GO: Superintendência de Geologia e Mineração, 2006. 236 p.

PINTO, L. V. A.; BOTELHO, S. A.; DAVIDE, A. C.; FERREIRA, E. Estudo das nascentes da bacia hidrográfica do Ribeirão Santa Cruz, Lavras, MG. Scientia Florestalis. 2004. (65): 197 – 206.

ROMERO V, TEODOMIRO K. Formiga M. e MARCUZZ, F.F. N. Estudo Hidromorfológico de Bacia Hidrográfica Urbana em Goiânia/GO. Ciência e Natura, Santa Maria v.39 n.2, 2017, Mai - Ago, p. 320 – 340.

SANTANA, N. M. P. de.; CASTRO, S. S. de; STONE, L. F.; SILVA, S. C. da. Chuvas, erosividade, erodibilidade, uso do solo e suas relações com focos erosivos lineares na alta bacia do rio Araguaia. Sociedade e Natureza, Uberlândia, 2007;19(2): 103-121.

TUCCI, C. E. M.; HESPANHOL, I.; CORDEIRO NETTO, O. M. Cenários da gestão da água no Brasil: uma contribuição para a visão mundial da água. Revista Brasileira de Recursos Hídricos. 2000;5( 3): 31-43.