
A vida está ameaçada? Ou a maior ameaça à vida somos nós?
Para um planeta de 4,6 bilhões de anos certamente não representamos uma ameaça e precisamos ter consciência disso. Nesse ponto compreender a insignificância temporal do homem significa valorizar onde estamos e todas as condições quase que singulares para a existência da água líquida e dos processos evolutivos da vida.
Percebendo a complexa interação que nos cerca, seus pontos de conexão e, aqui sim, a capacidade humana da transformação do ambiente, torna-se implícito o princípio da responsabilidade compartilhada e o compromisso com a perpetuidade das espécies.
A capacidade humana é notória e o momento é adequado para a colocarmos à prova mais uma vez. A agenda climática mundial requer engajamento. A conservação dos biomas tem que ser caminho sem volta, sem retrocessos. A preservação das águas é fundamental. Valorizar e conhecer as espécies e seus serviços ecossistêmicos associados é necessário. Restaurar florestas é uma obrigação.
A próxima página da história é desenvolver processos de mitigação para que possamos ter adaptação nas cidades, no campo e no ambiente natural. Não tenho dúvida da superação, mas receio a que custo será. A vida está ameaçada? Só depende de nós.


