
A recuperação ambiental é dependente de uma miríade de estressores e/ou filtros que agem isoladamente ou em sinergia. O sucesso da restauração está relacionado, principalmente, ao tipo e intensidade do dano, do ecossistema em questão, sua resiliência natural e, ainda, da adoção de medidas que resultem em benefícios para o meio ambiente e sociedade.
Ela é facilitada pelas estratégias adotadas, como o uso de espécies nativas, do banco de sementes, plantio em período favorável, uso de espécies que promovem o retorno dos processos, interações ecológicas e funcionamento do ecossistema, entre outros.
De igual relevância é a necessidade do monitoramento a longo prazo e aprendizados que resultem no desenvolvimento de novas tecnologias e ciências da restauração, com reflexos positivos em ações e políticas de planejamento para a verdadeira restauração ambiental e retorno dos serviços ecossistêmicos que tanto beneficiam o meio ambiente e a sociedade.
Embora a complexidade inerente ao mundo natural e à vida possa ser atingida em ambientes degradados, a velocidade para atingir tal êxito depende da criação de pactos entre os vários setores da sociedade. O biólogo tem lugar especial neste acordo por conhecer em profundidade a química da vida, sua fragilidade e importância.


