Conselho Regional de Biologia 4ª Região
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Atuação de biólogas em controle de pragas é destaque no EM

O jornal Estado de Minas publicou matéria sobre as atividades de controle de vetores e pragas e destacou o papel dos biólogos neste segmento.

Foram entrevistadas as biólogas Viviane Avelar e Mariana Capistrano, com larga experiência profissional em empresas especializadas do ramo. Confira:

Livre-se das pragas urbanas

Neste período de calor intenso, cresce o trabalho de empresas especializadas no extermínio de baratas, ratos, escorpiões, morcegos e outros visitantes indesejados que costumam infestar os mais diversos ambientes
Bastou o tempo esquentar para que o aparecimento demasiado das chamadas pragas urbanas se aflorasse. Nesta época de verão, os insetos costumam sair de seus habitats em busca de locais mais frescos, oferecendo riscos à saúde da população. Além de baratas, moscas, pernilongos e formigas, há preocupação grande com escorpiões, morcegos, ratos, pombos e caramujos, entre outros, que também costumam se proliferar neste período de calor intenso.
Para combater o problema, há várias empresas especializadas no extermínio dessas pragas urbanas e correlatos, como a Dedetização Insetan, que atua há 60 anos no mercado. “Os serviços mais procurados são controle de baratas, formigas, cupins, roedores e escorpiões”, ressalta Viviane Alves de Avelar, bióloga e responsável técnica da empresa, na qual trabalha desde 1997. “Entrei neste ramo por vontade de conhecer novas áreas da biologia. Tive um convite para desenvolver esta área na empresa. Entrei ainda estudante, gostei e estou no ramo há 21 anos”, conta Viviane. “O nosso grande diferencial é sempre colocar o cliente em primeiro lugar. Zelamos por prestar um serviço de excelência. Trabalhamos para que o cliente tenha a tranquilidade e a segurança de que o ambiente esteja livre de pragas”, ressalta a bióloga. A Insetan emprega 55 funcionários.
“O controle seguro e eficaz de pragas não é simplesmente aplicar o produto. A questão técnica, associada ao conhecimento da biologia da praga e a procedimentos adequados de aplicação, requer investimento alto em conhecimento e tecnologia, os quais, muitas vezes, os microempreendedores não têm acesso. Para vencer neste ramo é muito importante ter conhecimento, primar por um trabalho de segurança e, acima de tudo, ser ético”, garante a bióloga.
Para ela, o investimento neste ramo só vale a pena se o investidor estiver disposto a, antes de tudo, investir em conhecimento e capital humano capacitado. Não pode acreditar que esse serviço seja simplesmente aplicar o produto, pois essa é apenas uma das partes do trabalho. Se o empreendedor acreditar que seja somente aplicar o produto, estará fadado ao fracasso”, alerta.

“A maior vantagem de se trabalhar neste ramo é, sem dúvida, a questão de saúde. É importante manter ambientes saudáveis, a qualidade de vida e a segurança alimentar. Nosso trabalho é totalmente voltado à saúde. Temos um bom faturamento e sempre trabalhamos para ampliar os nossos serviços e atendimentos, buscando, cada dia mais, mostrar nosso diferencial de qualidade dos serviços. Temos alta atuação com clientes domiciliar e empresarial”, esclarece Viviane.
DEMANDA. Mariana Capistrano Cunha é bióloga na Ambiente Controle de Pragas Urbanas, empresa localizada no Bairro Santa Lúcia e especializada no manejo integrado de pragas em indústrias, residências, farmácias, varejistas e processadoras de alimentos, entre outras. “Há muita sazonalidade nos nossos serviços. Entretanto, as empresas que são fiscalizadas pela Vigilância Sanitária nos demandam mais”, revela Mariana.
A Ambiente existe há 39 anos e, atualmente, conta com 12 operadores, quatro biólogos e três colaboradores no administrativo. “Como o meu pai, também biólogo, foi o fundador na empresa junto com um sócio médico-veterinário, cresci nesse ambiente. Um dia, ele me abordou, perguntando se eu tinha interesse em trabalhar com ele, pois havia a oportunidade de comprar a parte do sócio. Topei na hora e, desde então, venho assumindo a operação da empresa”, conta a bióloga, que, antes, fazia especialização e mestrado em ensino de ciências e deu aulas de biologia.

“Temos um corpo técnico muito qualificado, composto por quatro biólogos com muita experiência e sempre prontos para atender às demandas dos clientes. Isso é um dos nossos diferenciais”, acredita Mariana. Ela conta que o setor está bem e que tem muito a crescer ainda. Mas destaca que, “em Minas Gerais, precisamos de uma legislação, pois, ao contrário de outros estados, não há regulamentação das atividades de controle de pragas. Seguimos a RDC 52, de 2009, elaborada pela Anvisa, que é um órgão federal.” Para Mariana, isso é uma das grandes dificuldades do ramo. “Isso porque, muitas vezes, estabelecimentos comerciais só contratam uma empresa de controle de pragas quando a Vigilância Sanitária exige. Não pensam nas consequências, como saúde dos colaboradores e clientes ou na exposição da marca vinculada à ocorrência de pragas.”
Ela lembra que, atualmente, com o aumento do uso das redes sociais, uma ocorrência de praga (formiga, roedor, mosca etc.) pode manchar a imagem da marca ou de um produto, seja restaurante, hospital, clínicas etc. “Se pensarmos em indústrias alimentícias, a presença de pragas pode acarretar o fechamento dessas e milhares de reais de prejuízo. Além disso, não há paridade de concorrência. Muitas empresas de BH seguem à risca a legislação, o que aumenta muito o custo, enquanto outras usam produtos não registrados pelo Ministério da Saúde, além de não terem um responsável técnico, por exemplo. O pior é que atuam sem qualquer restrição por parte dos órgãos públicos”, lamenta Mariana.
A empresária espera crescimento na ordem de 7% este ano, com relação a 2018. “Fizemos uma adaptação dos nossos preços e mantivemos alguns contratos sem reajuste. E, claro, tentamos reduzir ao máximo nossos custos, mas nunca esquecendo a qualidade nos serviços. As atividades dos clientes da nossa empresa são muito pulverizadas. Atendemos desde residências e clubes a siderúrgicas e restaurantes, entre outros estabelecimentos”, revela Mariana.
A Ambiente atua com duas modalidades de vendas, que são o serviço eventual (a pessoa paga por apenas aquele trabalho) e o contrato com visitas periódicas. A decisão por uma ou outra depende da atividade do cliente, grau de infestação e localização geográfica, entre outros fatores”, explica a bióloga.

Texto: jornalista Augusto Guimarães Pio
Publicado no jornal Estado de Minas

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