O Fórum Mineiro de Combate aos Agrotóxicos realizou sua reunião anual no início do mês, em Belo Horizonte.
O CRBio-04 esteve representado no evento pelos biólogos Evandro Bouzada – também membro da diretoria do Conselho – e Maria Guadalupe Carvalho Fernandes. Os participantes debateram o cenário de uso e consumo dos agrotóxicos em Minas Gerais e no Brasil, bem como as medidas de uso racional que possam diminuir os impactos negativos provocados ao meio ambiente e à saúde dos trabalhadores do campo e consumidores.
Durante a reunião também foi realizada a Conferência Livre de Saúde, cuja temática propôs a discussão da Vigilância em Saúde das populações expostas a agrotóxicos em Minas Gerais e dos novos marcos legais para os agrotóxicos em processo de aprovação.

As propostas apresentadas na conferência livre serão encaminhadas à Conferência Estadual de Saúde e à 16ª Conferência Nacional de Saúde. Além do CRBio-04, participaram do evento representantes do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria de Estado da Saúde, da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Instituto Mineiro de Agropecuária e do Procon, além de outros órgãos.
Com esse engajamento, o Conselho de Biologia reforça seu posicionamento em favor da vida e propõe a ampliação do debate em defesa do meio ambiente, da água, da saúde e da qualidade de vida das populações, bem como a ampliação das pesquisas em biotecnologia para superar esses desafios.
Para conferir o documento com as propostas da Conferência Livre de Saúde, clique aqui.
Encaminhamentos do Fórum
Encaminhamentos do Fórum
1 – Buscar integração entre os órgãos fiscalizadores (IMA, VISA, MPT), para promover a troca de conhecimento e a integração entre os mesmos na fiscalização, no controle e monitoramento de agrotóxico no Estado;
2 – Exigir a implantação do Protocolo de Vigilância e Atenção à Saúde das populações expostas aos agrotóxicos;
3 – Exigir do Estado ampliação dos recursos para investimento em pesquisas e estudos sobre saúde dos trabalhadores em diferentes sistemas de produção;
4 – Implantar estratégia ampla de informação, educação e comunicação sobre o uso e abuso dos agrotóxicos e das formas tradicionais de cultivo (agroecologia);
5 – Promover a integração, a articulação, a pesquisa e extensão, a capacitação e a educação popular entre as instituições que atuam na Agroecologia no estado de Minas Gerais.


