Conselho Regional de Biologia 4ª Região
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Assembléia de Minas realiza audiência pública sobre “Ato Médico” no dia 12 de abril

{highslide}fruit/naoaoatomedico.jpg&captionText:’Audiência Pública contrário ao Ato Médico acontece em BH no dia 12 de abril'{/highslide}Atendendo a uma solicitação do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais (CRP-MG), apoiado por demais Conselhos, entidades e sindicatos, o deputado Carlin Moura requereu à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais a realização de audiência pública para discutir o Projeto de Lei 7703/2006, conhecido popularmente como “Ato Médico”.

A reunião será realizada no dia 12 de abril (segunda-feira), às 14 horas, no auditório da ALMG (Rua Rodrigues Caldas, 30, SE. Santo Agostinho). A TV Assembléia transmitirá ao vivo a reunião para mais de 300 municípios mineiros. Quem desejar assistir via internet deve acessar o site da TV Assembleia.

O PL Lei 7703/06 foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado. Além de manifestações realizadas em várias capitais brasileiras, os conselhos de Biologia, Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Farmácia, Enfermagem, Nutrição, sindicatos e outras entidades têm realizado várias ações, dentre elas as audiências públicas, para discutir o tema e esclarecer a população sobre uma decisão que poderá afetar a todos os cidadãos brasileiros.  

Os Conselhos e o Movimento Sindical posicionam-se contrários ao texto proposto no PL porque ele cria uma hierarquia na Saúde colocando a Medicina em um grau mais elevado do que as outras profissões, desrespeitando a diversidade e pluralidade proposta pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os pontos que ferem os princípios básicos das profissões não médicas da área Saúde são:  

– chefia de serviços médicos exercida apenas por médicos;

– atribuições de práticas invasivas apenas aos médicos (como é o caso da acupuntura);

– diagnóstico nosológico vinculado ao CID 10 (Classificação Internacional de Doenças);

– prescrição terapêutica realizada apenas por médicos, dentre outras.

Conforme documento produzido pelos Conselhos, “o PL 7703/06, ao delegar ao médico funções que hoje são exercidas por outros profissionais preparados em suas respectivas áreas, nega a abordagem holística do paciente enquanto ser humano integral. É um retrocesso na atenção primária, no âmbito da promoção e da proteção à Saúde, que exigem a atuação multiprofissional. Submete toda a conduta terapêutica à visão de um único profissional, aumenta os custos do tratamento e pode provocar descontinuidade ou atrasos no início da terapia, com sérios prejuízos à população. O SUS sofrerá enorme impacto, ao centralizar as ações de Saúde somente na doença”.

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