Coronavírus – Situação epidemiológica no mundo e no Brasil
Situação global
Até 02 de fevereiro de 2020, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram confirmados 14.557 casos do novo coronavírus (2019-nCoV) no mundo. Destes, 14.411 (98,9%) foram notificados pela China, incluindo as regiões administrativas especiais de Hong Kong (14 casos confirmados), Macau (7 casos confirmados) e Taipei (10 casos confirmados). Fora do território chinês foram confirmados 146 casos em 23 países. Até o momento o vírus vitimou 305 pessoas (304 na China e 01 nas Filipinas).
Brasil
O Ministério da Saúde atualizou, neste domingo (02/02), as informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde sobre a situação dos casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil. Até às 12h, 16 casos se enquadraram na atual definição de caso suspeito para nCoV-2019.
Os casos suspeitos estão sendo monitorados pelo Ministério da Saúde nos seguintes estados: Ceará (1), São Paulo (8), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4).
O Ministério da Saúde também descartou 10 casos para investigação de possível relação com a infecção humana pelo novo coronavírus., inclusive o caso que estava sob suspeita em Belo Horizonte.
Essa situação vem se alterando a cada dia, por isso é importante a atualização permanente dos dados epidemiológicos.
Perguntas e Respostas
Coronavírus – Quem são eles?
São vírus RNA da ordem dos Nidovirales da família Coronaviridae. A subfamília é composta por quatro gêneros Alfacoronavírus, Betacoronavírus, Gammacoronavírus e Deltacoronavírus. Sendo que os Alfacoronavírus e Betacoronavírus somente infectam mamíferos. Os Gammacoronavírus e Deltacoronavírus infectam aves e também podem infectar mamíferos.
Os vírus da SARS-CoV, MERS-CoV e 2019-nCoV são Betacoronavírus altamente patogênicos e responsáveis por causar síndrome respiratória e gastrointestinal. Além desses três, há outros quatro tipos de coronavírus que podem induzir doença no trato respiratório superior em imunodeprimido, bem como afetar crianças, jovens e idosos. Todos os coronavírus que afetam humanos têm origem animal.
O coronavírus foi isolado pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa conforme proposto por Tyrrell como um novo gênero de vírus.
Período de incubação
O período médio de incubação da infecção por coronavírus é de 5 dias, com intervalo que pode chegar até 16 dias.
Período de transmissibilidade
A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do Novo Coronavírus (2019-nCoV) sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.
Até o momento, não há informação suficiente de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas que uma pessoa infectada passa a transmitir o virus.
Suscetibilidade e imunidade
A suscetibilidade é geral, por ser um vírus novo. Sobre a imunidade ainda não se sabe se a infecção em humanos que não evoluíram para o óbito irá gerar imunidade contra novas infecções e se essa imunidade é duradoura por toda a vida.
Manifestações clínicas
O espectro clínico da infecção por coronavírus é muito amplo, podendo variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. No entanto, neste novo coronavírus não está estabelecido completamente o espectro, necessitando de mais investigações e tempo para caracterização da doença.
Segundo os dados mais atuais, os sinais e sintomas clínicos referidos são principalmente respiratórios. O paciente pode apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar.
Tratamento e atendimento
Até o momento não há medicamento específico para o tratamento da Infecção Humana pelo novo Coronavírus (2019-nCoV). No entanto, medidas de suporte devem ser implementadas. No atendimento, deve-se levar em consideração os demais diagnósticos diferenciais pertinentes e o adequado manejo clínico, conforme protocolo de tratamento de Influenza: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/protocolo_tratamento_influenza_2017.pdf
Medidas de prevenção e controle
A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. No momento, não há comprovação que o 2019-nCoV esteja circulando no Brasil, portanto não há precauções adicionais recomendadas para o público em geral. No entanto, como lembrete, o Ministério da Saúde sempre recomenda ações preventivas diárias para ajudar a prevenir a propagação de vírus respiratórios, incluindo:
– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
– Evitar contato próximo com pessoas doentes.
– Ficar em casa quando estiver doente.
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
Esses são hábitos diários que podem ajudar a impedir a propagação de vários vírus, inclusive o novo coronavírus.
Fonte das informações


