Conselho Regional de Biologia 4ª Região
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SOBRE2018: entrevista com Ingo Isernhagen

Belo Horizonte sedia, de hoje até sexta-feira, a II Conferência Brasileira de Restauração Ecológica. O biólogo Ingo Isernhagen, membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica e presidente da Comissão Organizadora do evento, concedeu entrevista ao CRBio-04.


Qual a motivação de promover a conferência em Minas e abordar como tema o ganho de escala?
 A decisão de trazer a conferência para Belo Horizonte foi estratégica do ponto de vista logístico, por facilitar o acesso dos participantes, mas sobretudo porque Minas Gerais desempenha um papel importante nas ações de restauração ecológica: é um estado com muitos desafios, mas também com profissionais muito capacitados atuando. O ganho de escala é um tema em voga em razão, principalmente, dos compromissos nacionais e internacionais que o Brasil tem assumido. Queremos que este debate do ganho de escala não se limite ao viés geográfico, mas que também englobe o desenvolvimento de pessoas e a disseminação de conhecimento.

Como você enxerga a multidisciplinaridade nas ações de restauração ecológica e qual o papel do biólogo neste contexto?
A atual conjunta dos profissionais é essencial. Hoje a maior parte dos integrantes da Sociedade Brasileira e da Rede Brasileira de Restauração Ecológica são biólogos, mas é preciso que engenheiros, geógrafos, sociólogos se juntem e tenham consciência de ser um só time. Mesmo no mercado de trabalho, devemos entender que há espaço para todos e que o benefício à sociedade deve ser sempre o objetivo maior. A Resolução 480 do CFBio veio trazer garantias onde antes havia uma incerteza jurídica sobre o tema.
Qual o grande desafio da restauração ecológica?
Do ponto de vista mais pragmático, estabelecer um monitoramento contínuo e apurado de longo prazo das ações de restauração. Mas em um visão mais administrativa, atuar na disseminação do conhecimento, extrair a expertise dos armários da academia, das publicações científicas, e levá-la ao técnico que atua na ponta do processo, ao pequeno produtor. Já percebemos um movimento de inclusão de disciplinas ligadas à restauração nas grades curriculares de cursos técnicos e superiores, mas ainda há espaço para que isso seja ampliado. 
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