
A bióloga Rosy Isaías (CRBio 007668/04-D), conselheira e coordenadora da Comissão de Educação do CRBio-04, professora do Departamento de Botânica da UFMG, tornou-se a primeira pesquisadora negra a receber uma bolsa de produtividade de nível 1A no CNPq, o mais alto do programa.
Mestre (UFRJ) e doutora (USP) em Botânica, Rosy é professora titular da UFMG desde 1995, atuando nas frentes de ensino, pesquisa e extensão e conduzindo pesquisas especialmente nas áreas de desenvolvimento vegetal, anatomia e histoquímica de galhas, e respostas celulares vegetais à ação de organismos galhadores.
As bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico são concedidas, por meio de chamadas públicas, a pesquisadores que destacam-se na produção científica em suas áreas de conhecimento. Entre os critérios adotados pelo comitê que avalia as submissões estão a relevância da contribuição científica do pesquisador ao longo de sua carreira (com ênfase na atividade recente), sua atuação em sociedades científicas e editoria de periódicos, iniciativas de cooperação com grupos de pesquisas ou instituições no país e no exterior, entre outros.
Ao comentar sua conquista, que também estabelece um marco inédito na Ciência brasileira, a bióloga Rosy Isaías ressaltou a responsabilidade do exemplo. “Que esta realização pessoal na minha carreira seja exemplo para outras meninas e meninos negros. Somos, ainda, um país racista e classista, mas quando olho para trás já vejo uma fila se formando!”


